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Archive for setembro, 2012

Que Internet no Brasil é um lixo, todo mundo já sabe…

Mas tem vezes que parece piada.

Quinze dias atrás fui tentar mais uma vez contratar o Velox (da operadora Oi) na empresa onde trabalho. Falo "mais uma vez" porque já tínhamos tentado tantas vezes antes, que chegamos a desistir.

Todas as vezes que ligamos, éramos informados que não tinha disponibilidade. Mas dessa vez eu liguei, e adivinhe: tinha disponibilidade de 15 Mega! Quase correu uma lágrima nessa hora.

Mas o que aconteceu na verdade foi o seguinte: quando acabaram os 7 dias que eles me deram pra instalar o serviço, eu liguei pra lá e, adivinhe?

Segundo a atendente, não tinha nenhuma solicitação cadastrada! Uma beleza né? O meu erro foi ter esquecido de anotar o protocolo!

Fiz outra solicitação (e dessa vez anotei o protocolo). Chegaram novamente os 7 dias e novamente, nada. Reclamei na Oi, e quando estava me preparando pra reclamar na ANATEL, e já estava com o mouse no botão enviar, o técnico me liga dizendo que até o final da tarde estaria lá.

Adivinha de novo? Ele não apareceu!

Parecia que tinha escrito otário na minha testa! Mas dessa vez eu abri a reclamação, e a instalação foi feita (no fim do dia seguinte).

No fim das contas, eu precisei de cerca de 20 dias, duas solicitações, três reclamações (duas à Oi e uma à Anatel) pra conseguir ser abençoado com internet "banda larga".

Na verdade, eu falei tudo isso – acho que falei até demais – pra apresentar um vídeo que achei muito interessante no YouTube. É do Canal do Otário, dizendo algumas verdades sobre os planos de "banda larga" 3g. O vídeo foi bloqueado pra quem usa Claro, então coloquei um link alternativo, caso você utilize os serviços dessa operadora maravilhosa. Não esqueça de ver também o vídeo GOL 1.0 – Volkswagen (Que tal começar a andar de bicicleta?). Tem mais dois outros em baixo desse vídeo:

Além desse, tem outros vídeos bem interessantes:

Maxi Conta Itaú – Tarifas Bancárias – Serviços Essenciais

Loterias da Caixa


Exibir espaço livre em Gigabytes (GB) com o comando df no Linux

Recentemente precisei saber o espaço livre em uma máquina Linux. O comando "df" é bem útil nesse caso.

Inicialmente ele retorna o tamanho do disco em blocos de 1 Kilobyte (KB), o que pode ser um pouco confuso. Mas existe a opção -h, que faz com que ele retorne em valores "humanos", ou seja, Megabytes, Gigabytes ou a unidade mais adequada para cada tamanho:

df -h

Só que no meu caso, o buraco era um pouco mais em baixo. Eu precisava que o comando me retornasse o valor apenas em Megabyte (MB) ou apenas em Gigabyte (GB), e não o mais adequado em cada caso.

Depois de uma boa pesquisa, consegui a solução. Com a opção -B você consegue determinar o tamanho do bloco. Então já que 1 Megabyte são 1048576 bytes, e 1 Gigabyte são 1073741824 bytes. Teríamos os seguintes comandos:

Retornar espaço livre em Megabytes:

df -B 1048576

Retornar epaço livre em Gigabytes:

df -B 1073741824

Lembrando que os valores são arredondados pelo comando.


O que significa o load average, do comando top, no Linux?

Um dos recursos "emergenciais" para que um administrador de sistemas Linux consiga entender um eventual problema com uma máquina é o load average.

Na verdade, é um conjunto de três números (Ex.: load average: 0.39, 0.66, 0.85) que dão a média de utilização de CPU em intervalos de tempo. Mas como interpretar esses valores?

O primeiro valor representa a média no último 1 minuto, o segundo 5 minutos, e o terceiro 15 minutos. Se você possui um servidor com apenas um núcleo, o ideal é que o load average esteja em 1.00.

Um valor de 1.00 significa que o processador está 100% utilizado, e não tem nenhuma sobrecarga. Um valor de 1.50 significa que o processador está com 100% de uso, e 50% de sobrecarga. E assim por diante.

Se seu servidor tiver 2 processadores (núcleos), o valor ideal é 2.00. Se tiver 3 processadores, o valor ideal é 3.00. E assim por diante.

Mas e se o valor estiver sempre alto, quer dizer que temos que colocar mais processadores?

Não. Pode ser ocasionado por vários fatores. Ex.: Disco lento ou com problemas, rede lenta, pouca memória (fazendo swap) etc.

Se o valor estiver muito baixo, também não quer dizer que é melhor. Pode ser que por algum dos motivos citados a cima, o processador não esteja conseguindo utilizar todos os recursos.

Esse valores também podem ser obtidos a partir do comando uptime. O valor de carga no momento atual (sem considerar a média) pode ser obtido a partir do comando: cat /proc/loadavg

Mais informações:


Quantas máquinas virtuais (VM) é possível hospedar em uma máquina física (Host)?

Nesses últimos dias surgiu aqui na empresa a ideia de virtualizar algumas máquinas.

Como não tenho experiência nenhuma em virtualização, é natural o receio de não saber se vale a pena, ou se vai dar certo.

Com base nesse receio, resolvi fazer alguns testes em minha máquina (Um i3 com 4GB de RAM e HD SATA2 de 7200RPM) para descobrir que carga conseguiria comportar. Informações sobre o desempenho da máquina host foram obtidas a partir do comando top.

O software que utilizei para virtualizar foi o KVM e o sistema operacional o Linux Mint 13 (Maya), que é baseado no Ubuntu 12.04. As máquinas virtuais rodam CentOS.

Depois de vários testes, cheguei a seguinte conclusão: é uma boa ideia ter pelo menos 1 núcleo para cada máquina. Na verdade eu já imaginava isso, mas depois do teste, foi confirmado.

Apesar de ser possível rodar mais VMs do que os núcleos que a máquina host possui (Ex.: uma máquina com 4 núcelos rodar 5 VMs), não é recomendável, pois o conjunto como um todo provavelmente vai ficar extremamente lento (e foi isso que aconteceu nos testes).

Também é importantíssimo que você reserve para as máquinas virtuais um pouco menos que o total que a máquina física possui. Ex.: Se você possui 4GB de RAM, é interessante que sobre pelo menos 1GB para a máquina física. Se você não fizer isso, a máquina física irá começar a usar SWAP, e ficar lenta.

Caso a máquina que você pretende virtualizar necessite de muitos recursos, é interessante em alguns casos mantê-la como uma máquina física mesmo. Caso decida virtualizar, pense com carinho nos recursos que pretende destinar a ela, e tenha uma folga para o caso de precisar de mais recursos.

O que foi notado nos testes é que a lentidão se agravou mais ainda porque todas as máquinas faziam uso excessivo de um mesmo recurso: o acesso a disco. Então ter VMs que rodem softwares com características diferentes (Ex.: alguns software requerem mais processamento, outros mais memória, outros mais acesso a disco, rede etc.) pode ser uma boa ideia.

Quer acrescentar alguma coisa? Use os comentários!

Segue abaixo os dados de todos os testes:

### CONFIGURAÇÃO DA MÁQUINA HOST
PROCESSADOR: Intel i5
MEMÓRIA: 4GB DE RAM 
DISCO RIGIDO: SATA2 7200RPM

################################################################################

### SCRIPT UTILIZADO PARA O TESTE

cd /
echo $(date +%s)
tar -zcf teste.tar var
echo $(date +%s)

################################################################################

### DADOS DOS TESTES

TESTE COM 1 VM (1 NÚCLEO - 768MB DE RAM)
ANTES
LOAD AVERAGE: 0.6, 1.2, 1.2
SWAP UTILIZADO: 15MB

PICO
LOAD AVERAGE: 2.7, 1.6, 1.82
SWAP UTILIZADO: 15MB

TEMPO DE PROCESSAMENTO: 35 segundos

--------------------------------------------------------------------------------

TESTE COM 2 VMs (1 NÚCLEO - 768MB DE RAM EM CADA VM)
ANTES
LOAD AVERAGE: 0.6. 1.2. 1.7
SWAP UTILIZADO: 15MB (DESPREZÍVEL)

PICO
LOAD AVERAGE: 2.6, 1.6, 1.7
SWAP UTILIZADO: 18MB (DESPREZÍVEL)

TEMPO DE PROCESSAMENTO (MÉDIO): 94 segundos

--------------------------------------------------------------------------------

TESTE COM 3 VMs (1 NÚCLEO - 768MB DE RAM EM CADA VM)
ANTES
LOAD AVERAGE: 0.8, 1.2, 1.5
SWAP UTILIZADO: 18MB (DESPREZÍVEL)

PICO
LOAD AVERAGE: 4.5, 2.8, 2
SWAP UTILIZADO: 18MB (DESPREZÍVEL)

TEMPO DE PROCESSAMENTO (MÉDIO): 170 segundos

--------------------------------------------------------------------------------

TESTE COM 4 VMs (1 NÚCLEO - 768MB DE RAM EM CADA VM)
ANTES
LOAD AVERAGE: 0.5, 1.6, 1.8
SWAP UTILIZADO: 18MB (DESPREZÍVEL)

PICO
LOAD AVERAGE: 7.6, 4.3, 2.8
SWAP UTILIZADO: 30MB (DESPREZÍVEL)

TEMPO DE PROCESSAMENTO (MÉDIO): 388 segundos

--------------------------------------------------------------------------------

TESTE COM 5 VMs (1 NÚCLEO - 640MB DE RAM EM CADA VM)
ANTES
LOAD AVERAGE: 0.8, 2.0, 3.1
SWAP UTILIZADO: 30MB (DESPREZÍVEL)

PICO
LOAD AVERAGE: 11.7, 7.0, 4.8
SWAP UTILIZADO: 300MB

TEMPO DE PROCESSAMENTO (MÉDIO): 2041 segundos
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Problema recorrente com a Oi, GVT, Telefonica etc? Não pense duas vezes: abra uma reclamação na ANATEL!

Depois da privatização das operadoras de telefone do país em 1998, muita coisa mudou. Vieram muitas coisas positivas, como internet banda larga e telefonia móvel acessível a quase todos os brasileiros. Mas existem duas reclamações que boa parte dos brasileiros têm em relação à telefonia: atendimento ruim e problemas recorrentes, ou seja, problemas que vêm, vão e nunca são resolvidos.

Hoje em dia, quando ligo para uma operadora e não sou atendido em 10 minutos, ou então quando um problema é dado como resolvido mas volta a ocorrer, eu nem penso duas vezes: abro uma reclamação na ANATEL, que é agência do governo que, entre outras funções, fiscaliza a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel (incluindo internet 3g), fixo (incluindo internet banda larga) ou à distância. O endereço para abrir reclamações é esse: http://sistemas.anatel.gov.br/soa/

É dito e certo: em menos de 1 semana (demora um pouco, é verdade) alguém (capacitado a resolver o problema) liga para você e o problema é efetivamente resolvido. Pelo menos foi assim comigo em todas as vezes que usei esse recurso.

Não se esqueça de anotar o protocolo da reclamação! Eu anoto o protocolo, nome do atendente, data e hora do atendimento. Não é obrigatório, mas vai lhe ajudar a ter a solução mais rapidamente.

Além de ter o problema resolvido, é importante fazer isso porque essa é a forma que a ANATEL utiliza para avaliar a operadora. Recentemente, em alguns estados, a operadora que tinha mais reclamações foi proibida de vender chips de celular.

Temos que lembrar que, apesar de as operadoras de telefone serem privadas, elas são obrigadas a garantir qualidade no serviço.

Atualização incluída dia 03 de Janeiro de 2017

Aparentemente o link que eu forneci não funciona mais, mas a Anatel criou um aplicativo para facilitar o registro de reclamações. Usei agora e é bem simples de usar. Segue o link para baixar o aplicativo (Android):

https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.anatel.consumidor&hl=pt


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